terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Mandando uma em: 30 de dezembro de 2009

As primeiras mulheres mudavam a cor da casa no natal. E o cabelo. Das mulheres, as minhas primeiras primavam por coisas secundárias.


Serpentes, essas mulheres rastejavam com soberania. Chacoalhavam alardeando. A mudança era esguia. Menos 20 quilos, aquelas mulheres migravam.

Como aves à ver Deus, ainda voltavam ao ninho. Moravam nos olhos.

Aquelas mulheres primeiras tinham de vista o tempo. À prazo.

Miravam no instante os filhos dos filhos dos dias. Adiantavam os relógios.

Acumulavam estáticas plásticas nas estantes estanque. Acordavam cedo.

As primeiras mulheres não levantavam para ser notícia. Não prestavam contas e não fugiam de Deus.

Aquelas mulheres comungavam não caber, como quem assopra o quente de outras línguas. E se demoravam em estar. (Mesmo no canto incômodo do fel)

E depois de todo um janeiro e fevereiro, aquelas mulheres ribeirinhas de líquidos e de dias, punham o barro para secar.
M.

Mandando uma em: 29 de dezembro de 2009

Depois da explosão, me vi transformado numa nuvem de pó.


Passeando pelo ar, a espera de uma chuva.

Pr’á poder me transformar em barro, moldar me...

e esperar uma mulher que seja um estouro

Fausto